Canto do Inácio

Thursday, February 14, 2008

MISTÉRIOS DE CLAUDE CHABROL
INÁCIO ARAUJO


Claude Chabrol, o cineasta sem mito. Todos na nouvelle vague têm seu mito. Salvo Chabrol. O Estação Botafogo trouxe os filmes de Godard, Truffaut, Rohmer...

Por que não os de Chabrol? Porque ele filma muito, talvez. Porque ele evita idéias, só tem imagens, talvez. Porque sua obra é irregular - quem sabe?

Talvez, ainda, porque o mal, sua diversidade e ambigüidade sejam temas assustadores demais. Hoje, na TV5, a televisão francesa, passa "A Flor do Mal", dedicado especificamente a essa questão que tanto fascina Chabrol.

Aqui, a trama se passa durante uma eleição municipal, em que um crime será cometido. A partir daí surge a questão: quem é o culpado? A vítima ou o suspeito? E qual a culpa? Um mistério, já se vê.

(texto publicado na Folha de S. Paulo do dia 22 de abril de 2004)

2 Comments:

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    By Blogger Stephanie, at 9:31 AM  

  • Ig,
    cunhei uma espressão que sempre repito comigo mesmo quando vejo um filme do Chabrol, a culpa universal. No princípio há um crime, e um culpado, que conhecemos ou não. Logo fica claro que aquele não é o único crime que foi cometido, e seu perpretador não é o único culpado da história. No final da fita, tem-se a impressão que todos, da alguma forma, cometeram lá seus crimes e contravenções. Cabe a nós, espectadores, decidir se há um crime maior ou menor (se é que isso existe).
    Em Hitch havia a transferência da culpa. Aqui não. O acsusado muitas vezes é culpado mesmo. Só que quem acusa tb é. Por essas e outras que considero o Chabrol o único seguidor do Hich que de fato tinha algo a dizer.
    Ele chega a uma culpa universal que não é fruto der um pecado original único, mas dos vários pecadilhos que a vida em sociedade nos leva a cometer (tá muito mais pra Freud que para Gênesis, pois).

    By Anonymous Murilo Gabrielli, at 11:39 AM  

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