Canto do Inácio

Wednesday, August 08, 2007

BERGMAN
INÁCIO ARAUJO

As atrizes são um caso à parte no mundo de Bergman. A Liv Ullman, certamente.

Mas, e Harriet Andersson?

Era gordinha e iluminada. Bergman diz que toda a equipe, não apenas ele, mas toda a equipe se apaixonou por ela. Eva Dahlbeck me parece menos marcante.

E Ingrid Thulin e Bibi Anderson, de "Morangos Silvestres"?

E Gunnel Lindblom? Por essa eu me apaixonei quando assisti "Persona", ou terá sido "O Silêncio"?

Alguém, teria sido o André Settaro?, escreveu que essa geração de diretores nos ensinou que o cinema podia ser uma arte, e não apenas uma diversão, o que é verdade.

Eles nos ensinaram isso, embora o cinema já fosse, sem que tivéssemos notado, essa arte. Mas eu comecei a admirar o cinema por eles.

Bergman tinha o dom de fotografar rostos, mais que rostos, os poros dos rostos, suas saliências, a beleza deles era sempre difícil, tortuosa.

Às vezes me parecia meio enfadonho. Parei de ver seus filmes a horas tantas. Daí, numa Mostra, peguei só o final do Sarabanda e, caramba, há um mundo de diferença quando ele ou um Antonioni filma.

6 Comments:

  • Fala do Antonioni, Inácio. Aquela tua explicação após a exibição do A Noite foi muito boa.

    By Anonymous Anonymous, at 2:41 PM  

  • O Antonioni vem aí.

    O que quero dizer é o seguinte: acho que errar no português acontece, mas esse "há horas tantas" que eu escrevi aí me deixou atordoado.
    leia-se, é claro, "a horas tantas".

    By Anonymous Anonymous, at 3:01 PM  

  • Inácio,

    o rosto de Harriet Henderson, tomado pela dor em "Gritos e Sussurros" é uma das imagens mais impactantes que já vi em qualquer filme... difícil de esquecer...

    Será que Bergman conseguiu consolar a moça depois de tanto sofrimento?

    Abraços,
    Carlos

    By Anonymous Anonymous, at 4:51 PM  

  • Digo, Harriet Andersson.

    By Anonymous Anonymous, at 4:54 PM  

  • Concorco: a Harriet Andersson, em Gritos e Sussurros, é um negócio avassalador. fiquei impressionado.

    e, inácio, realmente: com Bergman e Antonioni, sabemos não só que o cinema não está para brincadeira como também é capaz de dar sacudidas daquelas na gente.

    By Anonymous Anonymous, at 9:23 AM  

  • Caro Inácio,

    Obrigado pelo que me toca. Uma atriz bergmaniana de grande sensualidade, mas pouco falada, pouco conhecida, é Gunnel Lindblom, que você citou. Carnuda, mulher de imensa sensualidade, trabalhou ao lado de outra diva, a Ingrid Thulin, em 'O silêncio'. Já 'Persona' se 'tranca' em torno de Bibi Andersson e Liv Ullmann. Em termos 'mulherísticos', e não cinematográficos, bem entendido, fico com Gunnel Lindblom e Thulin, que mulheres! E saber que Bergman as 'conheceu' todas, que frustração para o homem comum!

    By Blogger André Setaro, at 1:38 PM  

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